A Prefeitura do Rio publicou no Diário Oficial desta segunda-feira (19) a exoneração do servidor Edvaldo Ferreira Borges, conhecido como “biscoito”, do Procon Carioca. A Polícia Federal investiga suspeitas de vazamento de informações sobre fiscalizações ligadas a Marcio Canella e Marcus Amim.
Exoneração do Procon Carioca sai após investigação da Polícia Federal
Edvaldo Ferreira Borges ocupava um cargo comissionado na Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor, responsável pelo Procon Carioca.
A investigação da Polícia Federal aponta envolvimento em um esquema de vazamento de informações sobre operações de fiscalização.
PF diz que informações chegaram antes sobre fiscalizações de postos
De acordo com a PF, Edvaldo repassou informações sigilosas a pessoas ligadas ao grupo que, em seis anos, movimentou R$ 7,6 bilhões.
A PF também afirma que as comunicações incluíam o inspetor da Polícia Civil conhecido como Pablo Russo e servidores e fiscais ligados à autarquia municipal, ao Procon-RJ e à Secretaria estadual de Defesa do Consumidor (Sedcon).
Um áudio citado traz a mensagem: “Amanhã vai ter fiscalização do Procon/Rio em São Gonçalo. Acabaram de avisar Tchetcheco aqui. E aí ele não sabe quais os postos que vão fazer. Mas amanhã de manhã, quando a equipe se encontrar, ele vai pegar a relação e vai me mandar. Mas, de antemão, é pra todo mundo ficar de alerta, tá?”, encaminhada a Pablo Russo em 15 de abril deste ano.
Procon-RJ abre sindicância após nota sobre Tchetcheco
Em nota, o Procon-RJ disse que Tchecheco não tinha vínculo funcional, não era servidor efetivo e não ocupava cargos comissionados.
A autarquia informou que abriu uma sindicância para apurar os fatos.
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